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Entrevista 21: Stereo Parks


Com apenas dois anos de existência e o primeiro EP em mãos, já pisaram o palco do Super Bock Super Rock. Conheça os Stereo Parks!

Texto: Mariana Carvalho 

Como surgiu a ideia de formar uma banda? 
Eu [João] e o Filipe andávamos na mesma escola de música, onde começámos a tocar juntos, a desenvolver ideias e a criar temas por brincadeira. Mais tarde, no estúdio onde começámos a ensaiar, procurámos um baixista para se juntar a nós e aconselharam-nos o Nuno, que nos aconselhou o Gonçalo, como vocalista. E assim nasceram os Stereo Parks.

Tocam o vosso género preferido ou aquilo que sabem que as pessoas gostam de ouvir?
As influências indie rock dos Stereo Parks partem do todo como banda e também de cada um de nós em particular. É importante que o público goste, mas é ainda mais importante tocarmos algo com que nos identificamos. Ouvimos um pouco de tudo, mas são as sonoridades das bandas que temos em comum que delineiam o formato da banda.

Quem ouve os Stereo Parks ouve muito de vocês como pessoas? Que mensagem querem transmitir?
Sonhos, viagens. O mais importante é que todos que nos ouçam se sintam fora daqui através de uma melodia dançável, animada e leve. Há temas que têm muito de nós, sim, em que conseguimos colocar essa transparência, mas há também melodias mais difíceis de entrar, mesmo sendo nossas.

São as letras que partem do instrumental ou vice-versa?
Todos nós trazemos «malhas» para o estúdio consoante o nosso gosto e influência musical, de onde parte a sonoridade dos nossos temas. Todos colaboramos nas ideias e é normalmente a letra que parte do instrumental, ainda que por vezes possa acontecer o contrário.

Quem costuma escrevê-las?
Anteriormente era o Manel juntamente com o Taborda, hoje sou eu [Gonçalo].

Por falar nisso, são quatro elementos há relativamente pouco tempo. Como ficaram após a saída do vosso guitarrista? 
É novamente uma fase de readaptação da banda, pela qual já passámos quando nos começámos a juntar. Por razões profissionais, o Manel teve de abandonar a banda, sendo que agora o Gonçalo, além de vocalista, também dá vida à guitarra. Mas «bola prà frente», é isto que queremos, vamos lutar com as armas que pudermos para o conseguir.

Quais são as maiores dificuldades que enfrentam no mundo da música?
Cada vez mais se faz boa música em Portugal, sendo por isso um desafio, e também muito trabalhoso, conseguirmos fazer sonoridades «novas», que fiquem no ouvido. Mas, por outro lado, também existem cada vez mais programas televisivos interessados em divulgar novos projectos e bandas ao público. Já tivemos essa oportunidade por parte da SIC Radical.

Como foi fazer parte do cartaz do Super Bock Super Rock junto a nomes como Prince?
Foi espectacular. Fomos tratados como autênticos profissionais. Não estava muita gente, o nosso repertório também era curto - apenas sete temas originais - mas foi uma grande sensação tocar nos 30 minutos que antecederam a entrada de Prince em palco.

Como é que uma banda tão «verde» chega ao palco do Meco?
Participámos no concurso Preload, logo após a entrada do último membro da banda, o Gonçalo. As votações on-line tinham a duração de um mês e as dez bandas mais votadas iam actuar ao MusicBox. Era aí que eram escolhidas as três para actuar no festival. Quando ouvimos «Stereo Parks» não queríamos acreditar, e ouvimos pela boca do júri que éramos a banda que mais sentido fazia actuar no SBSR.

Acham que isso vos deu visibilidade?
Sem dúvida, nem que fosse pelo facto de as pessoas consultarem o cartaz para chegarem aos concertos que não queriam perder depois do nosso [risos]. Mas, ao mesmo tempo, penso que nos poderia ter dado mais. Muitas editoras se chegaram à frente para nos patrocinar, mas ainda éramos uma banda pouco sólida, ainda não tínhamos sequer o EP e, como banda, só tocávamos juntos há cerca de quatro meses. Visto isso, acabaram por «desistir» de nos acompanhar, mas, se fosse hoje, temos a certeza que seria diferente.

Ainda não assinaram com nenhuma editora. Para quando saltar fora da Internet? 
Vamos começar a tentar, agora que temos o nosso EP gravado, com a preciosa ajuda de Fernando Abrantes. Consideramos a Internet umas das melhores plataformas de divulgação mas, ainda assim, achamos que nesta fase inicial de lançamento, um disco físico era importante. Eu gosto de comprar CDs e, por isso, também gostava que as pessoas gostassem de comprar o nosso. Ter uma representação física em lojas como a FNAC, por exemplo, poderia dar-nos mais visibilidade. A Internet é muito grande para certos achados.

Onde já actuaram, para além do Meco? E como surgiram essas oportunidades? 
Amigo que fala com amigo que conhece outro amigo. Foi mais ou menos assim que começou. Neste momento temos a Mariana [Cordeiro], responsável por tratar do agenciamento, divulgação e relações públicas da banda. A maioria das oportunidades surgem do trabalho e procura dela. Já actuámos no MusicBox, LxFactory, Bacalhoeiro, Auditório Restart e também no Punch Festival. Depois também surgem aqueles convites pontuais, de quem nos ouve num concerto e nos convida para actuar noutro local.

Para quando o próximo concerto? Portugal é suficiente para vocês? 
Temos em vista concertos no estrangeiro, ainda por confirmar, tal como em Portugal. Dos que estão previstos, o único confirmado é no Festival ImigrArte, em Lisboa, no mês de Novembro. Apareçam!

Que conselhos dariam a pessoas como vocês, que se queiram dedicar ao mundo da música? 
Muita força e ainda mais paciência. Não é fácil gerir uma banda. Horários, mentalidades e estados de espírito diferentes. Dediquem-se a 100% e unam-se como um todo. Mesmo que tenham elementos supertalentosos, se não conseguirem um forte espírito de equipa, nunca terão o sucesso pretendido.


Saiba mais sobre os Stereo Parks aqui, aqui e aqui.


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